Porto de Royan - 500 km de Paris
Dois imensos Galpões cercados por contêineres se destacam no meio da noite no cais do porto,
iluminados e cercados por carros e homens armados e guarnecidos, câmeras de vigilância portáteis instaladas em varios pontos e atiradores de elite nos pontos mais altos transformam o que era para ser um ponto de carga e descarga em uma pequena fortaleza. Logo ali, adentrando o local em um dos galpões, um escritório de observação e analise, dois homens sentados observam telas de computadores enquanto outro conhecido Matusalém de pé ao lado deles parece pensar em seu próximo passo, sua paz de pensamentos não tarda a acabar com a chagada de uma linda mulher de longos cabelos negros.
Andrews - O que quer Lucita?
Lucita - Cumpri meu contrato, quero saber se posso partir ou se vai precisar de meus serviços para algo mais.
Andrews - Sempre é bem vinda a ficar minha querida, e fez muito bem seu serviço, ainda estou triste por você não querer mais fazer parte desta família, no entanto entendo seus motivos. A morte de um amigo e o desaparecimento de outro não são coisas fáceis de se superar. Mas estamos, como já lhe disse, em Chicago, criando algo novo e melhor.
Lucita - Quantos de vocês ainda existem Andrews, você e Vikos e mais alguém?
Andrews - Não querendo responder uma pergunta com outra, mas, por que da pergunta? E sim existem outros sobreviventes depois do que Tzimisce fez em Nova York não sei ao certo quantos, mas sobrevivemos.
| Lucita de Aragón |
cabeça de vocês. Por isso prefiro estar do jeito que estou e entreguei meu cargo de Arcebispo.
Andrews - Como lhe falei não lhe culpo, cada um age de uma forma, nós ganhamos força com a derrota, você preferiu caminhar sozinha! Mas tenho planos para você ao meu lado, nem que para isso eu tenha que pagar.
O Matusalém Tzimisce vai ate uma gaveta e dela retira um envelope repleto de papeis e imagens, estende sua mão em direção a Lucita e lhe entrega, Lucita o abre e rapidamente reconhece alguns fatos ali descritos.
Lucita - Isso e o que uma especie de dossiê sobre uma linhagem de Ventrues da Camarilla e o envolvimento de um deles com os Baali, nunca ouvi falar disso. E onde eu entro nisso tudo?
Andrew - Você tem um conhecimento sobre Tenebrosidade que só e comprável atualmente a um ponhado de pessoas de seu Clã, preciso que use esse conhecimento em uma pessoa. Quanto ao dossiê que tem em mãos ele retrata uma linhagem de Ventrues onde o mais influente de todos da linhagem foi dado como desaparecido ou morto pelas mãos de Hazem el Sayed, apesar de eu mesmo acreditar na inocência de hazem .... e que mais uma vez esse Ventrue forjou sua morte. O fadado morto, príncipe de jerusalém deixou uma prole, e esta o traiu a muito tempo,dentro do contêiner está esse pobre filho abandonado pelo pai.
O Matusalém sacode seu terno e caminha em direção ao contêiner, os guardas se comunicam uns com os outros e uma especie de mecanismo é acionado onde o contêiner se abre, automaticamente luzes que imitam a luz solar se acendem na parte interna da prisão ali criada, dentro ainda se pode ver uma especie de aquário de um material blindado que também se abre, e ali sim um corpo cravejado de estacas e com placas de metal em boca e olhos, runas também decoram a parte de dentro do contêiner, o corpo de pé devido a uma especie de coluna de metal, também sustenta as correntes que amarram pés e dedos, tornando assim o individuo imóvel, mas não surdo! O som das portas se abrindo o fazem erguer a cabeça demonstrando que mesmo estando preso ainda ali existe poder.
Lucita - Deuses, Andrews o que você fez!? Isso é um Ventrue? Como ele ainda se move?
Andrews - Pobre criança, isso não é um Ventrue a muitos anos, mas é sim o legitimo filho de In'Hotep, seu nome é Caius, ou era esse antes dele se deitar com os Baali no fosso de Creta e trair seu próprio pai! In'Hotep teve mil oportunidades de matar seu filho traidor, porem, nunca o fez, para nossa sorte é claro! Tal criatura poderosa esteve foragida junto com outros Baali de tamanho ou superior poder, por alguns anos, acho que cinco se não estou enganado e agora com o fim do que chamamos de semana dos pesadelos eles ressurgem fortes e poderosos! Eu tive sorte, meus contatos informaram que ele fora capturado em Londres pelos agora Individualistas Gangrel e que eles estavam a procura de uma coisa que eu tinha, não exitei e contactei um aliado no Clâ Gangrel que me consedeu o favorecimento da barganha e como pode ver aqui esta! Eis diante de você o troféu!
Caminhando em passos cautelosos Lucita vai ate próxima as luzes, para diante delas e volta a sua atenção a Andrews.
Lucita - Andrews Smith o que pretendes com esta criatura de tamanho poder! A alguns anos eu acharia que a mataria em troca de poder, mas hoje sei que não colocaria o sangue dele em seu corpo, pois, seria arriscado demais.
O antigo membro do Sabá ri das palavras de Lucita, mas balança a cabeça em um sinal de positivo.
Andrews - Use seu conhecimento! Aprisione ele nas sombras, deixe ele no abismo da escuridão da alma dos lasombra e me deixe arguí-lo, se tudo correr bem uma transferência para sua conta será feita e você poderá ir embora alguns dígitos mais rica daqui.
Lucita não se move por alguns instantes, parece pensar em tudo que viu e ouviu ate agora!
Lucita - Tudo bem.....
Ela volta seus olhares para o contêiner, sua sombra se amplia diante das luzes internas do lugar,como se com vida própria elas se esgueiram e roubam as luzes para a posse da escuridão!
Andrews sinaliza para que todos se afastem e os guardas do Sabá se afastam quase para fora do local, tentaculos obscuros vindo da escuridão e mandigulas repletas de dentes tentam alcançá-los, Andrews com o movimento de seu olhar corta os tentaculos deixando em segurança seus guardas, a escuridão não o preocupa, contudo seu proprio corpo começa a se modificar, o caro terno e rasgado dois novos pares de braços surgem, sua coluna se agiganta de suas costas um par de asas amorficas se desprendem, seu rosto não lembra mais nada o homem que ali estava, pois, eis que surge em seu pescoço um eixo maior capaz de sustentar as duas novas cabeças que surgem de dentro da principal, assim, unidas em uma só cerviz, duas novas pernas e uma cauda ostentam o que agora deva ter mais de tres metros de altura em corpo inteiro, nenhum tentaculo chega perto dele.
Lucita e sua escuridão tomam conta de todo resto da sala e como uma onda se joga ao redor do contêiner, não a nada que contenha aquilo que não tarda à alcançar o corpo ali aprisionado, as estacas são arrancadas, as prisões de olhos e boca são destruídos, tudo ao redor do corpo é apenas escuridão.
Caios finalmente livre abre os olhos de um profundo azul, apenas para enchergar o negro poder lançado pela Lasombra! Sua boca ainda ferida pelos pregos que prendiam o ferro balbuciam algo, sem as estacas seu corpo parece regenerar em uma velocidade absurda, Lucita grita algo e o corpo de Caios parece sofrer um contorcionismo após tal palavra e os ferimentos param de se curar, seguidamente a Lasombra pronuncia outras duas palavras, Caios não se move mas seus ferimentos o pouco que se curaram lhe permitem falar.
Caios - Carcere! Sem forças! Sabia decisão...
Lucita - Não existe saída para a escuridão, não há fuga para o abismo e uma só tentativa de fuga e você se encontrará com alma do fundador do meu Clã no Abismo! Está sob o julgo de meu poder e o que espero de ti é so a verdade para minhas perguntas!
Caios - Suas perguntas? Alguém com tamanho poder tem perguntas, achei que com tamanho poder
eu mesmo encontraria respostas! Mas pergunte mulher, já fui martirizado demasiadamente para resistir ou sobrepujar sua força, não me darei ao trabalho disso! So espero que faça as perguntas certas!
Andrews - Tem ele sobre total controle Lucita?
Lucita - Sim! Não há fuga! Ele é todo seu!
Andrews caminha em direção a uma especie de casulo criado pela escuridão de Lucita, a escuridão que toma conta da sala se afasta do corpo do Matusalem como se respeita se ele.
Diante de Caius e ao lado de Lucita, Andrews para e leva sua voz para dentro da escuridão, Lucita não entende o que se passa, mas não deixa transparecer.
Andrews - Olá Caius, mais uma vez venho lhe falar, dessa vez, nossa conversa não se resumirá em apenas um olá!
Caius - Nunca esperei menos de você braço de Acopolis!
Continua...
Por S Gama Junior


A saga continua...
ResponderExcluirPorém esse foi apenas um show de efeitos sem real importância. Que venha o próximo, tomara que mais decisivo.
Abraço
"A coragem alimenta as guerras, mas é o medo que as faz nascer."
ResponderExcluirQue abram-se as cortinas, pois o SHOW vai começar.
que comece!!!
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