Nada pude fazer, nada do que eu falasse ou fizesse poderia convencer meu irmão Nashabat a não voltar para aquelas terras, estremeço só de pensar nas memorias que tenho daquele local, e olha que geralmente nada temo, se não fosse a maldição lançada pelo bastardo do nosso pai poderia seguir meu caminho, mais não posso, estou preso.
Nashabat é um velho chato, fadado a ser a mente pensante e calculista de nos dois, eu era um ator esplendido, um dançarino, em quanto ele trabalhava em um biblioteca local, eu trabalhava a noite e ele de dia, sempre fomos extremamente diferentes, exceto por um detalhe, irrisório e ínfimo detalhe, somos irmãos gêmeos.
Ele diz que chegou o momento de retornarmos as terras antigas e eu fui obrigado a vir, ele disse que deveríamos sair de jericó e eu fui obrigado a sair, ele falou que deveríamos retirar aqueles livros de Constantinopla e eu que cavara aquele maldito buraco para enterras papeis, onde já se vira, dar tanta importância a papeis, ele disse que isso poderia mudar muita coisa. Balela, ele poderia era tentar era mudar a maldição jogada por nosso pai, Elimelech é um bastardo, Moab é um bastardo, como detesto minha família.
Nashabat diz que eu sou a maldição, que me carregar é uma cruz, como se fosse verdade, aquele imprestável só sabe filosofar e criar contos bobos para revelar antigas profecias, a verdade é que ele nunca sobreviveria sem mim, ele nunca soube barganhar, sobreviver, nada. E ainda me chama de insano, ele não consegue entender que gosto de ovelhas, não é muito, ele lê livros e eu gosto de ovelhas, nada de mais.
Nessa cidade eu não sinto vontade de ovelhas, como eu detesto essa cidade. Bastardos, bastardos por todos os lados!

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