Em um dia qualquer de uma vida mortal e insignificante, rodeado de livros de história empoeirados e quase nunca tocados, essa nova era de palm tops e computadores vinha destruído o que eu mais admirava. Para um historiador renomado por minhas pesquisas ao passado da igreja católica era quase uma blasfêmia trocar um livro que foi escrito a mão por pessoas que viveram a historia por simples pedaços de papeis em brancos preenchidos com uma tinta preta sem vida e de uma cor inatural, sinto saudade da época em que essas eram minhas preocupações, mas de nada me arrependo.
Minha vida foi bombardeada de verdades antigas em minha residência em nova york, um assalto foi o que eu pensara primordialmente, mais era uma retaliação, uma resposta. Como um filho que é tirado abruptamente do colo de sua mãe tiraram minha vida e meu sossego.
Henrique deixou de viver para apenas coabitar na existência deste andarilho que vos escreve. Acontece que descobri que meu avô não tinha me educado por causa do sumiço de meus pais, ele tinha me treinado para ser igual a ele, e ele era o responsável pela ausência de toda uma vida, um vazio materno que eu sempre senti.
O grande Caiafas Smith treinou seu neto para o substituir, um caçador nato, treinado desde seus 4 anos, mestre nas artes das espadas e campeão nacional de esgrima, mais eu fui melhor, eu transcendia suas limitações de um caçador cansado e olhei em direção a imortalidade e a alcancei. Entendo hoje que por muito tempo fui um peão da camarilla, uma peça que com o passar da história se tornará insubstituível.
Insubstituível pois sou único, eu sou o Ravnos que elevou um poder mortal ao sobrenatural e recuperou a antiga magia de minha mãe Durga, eu sou o Ravnos que caíra para um antigo mais que levantara após, eu sou o Ravnos que domina os espíritos e invoca os mortos, eu sou o Ravnos que descobre seu futuro com a leve brisa de um sonho.
Eu fui Henrique Salazar Smith Terceiro, eu agora sou Qanah Teulu.
Meu nome significa a esperança da família e isso nunca fez tanto sentido como agora.
Eu me achava o melhor por saber os segredos antigos das história, hoje eu sou melhor pois sou eu que a escrevo, uma nova era esta por vir.
Qanah Teulu
Ravnos, ex-membro da Camarilla


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